A E/S do PS2 não é complicada, mas várias revisões deste console mudaram completamente várias interfaces internas e externas.
Para começar, existe um processador dedicado que arbitra a comunicação entre os diferentes componentes, e essa CPU não é nenhuma outra além do núcleo original baseado no MIPS R3000 encontrado no PlayStation 1. Desta vez, ela é chamada IOP e roda a 37,5 MHz usando um barramento de 32 bits .
A IOP comunica com o Emotion Engine usando uma interface de E/S especializada chamada System Interface ou 'SIF', e ambos usam suas respectivas unidades de DMA para transferir dados entre si. A IOP também contém sua própria memória utilizada como um buffer.
A IOP dá acesso às portas frontais, ao controlador de DVD, à SPU2, à BIOS ROM e ao slot de placas de PC.
Compatibilidade herdada
Ao incluir a CPU original, podemos suspeitar que a compatibilidade de PS1 eventualmente aconteceria de alguma forma. Convenientemente, ocorre que a IOP inclui o resto dos componentes que formam o subsistema da CPU do PS1. No mais, este núcleo pode diminuir sua frequência para rodar na velocidade do PS1. Infelizmente, a SPU2 mudou demais para o PS1 e, devido a isso, o Emotion Engine é 'reprogramado' para emular a antiga SPU.
Em revisões posteriores deste console, a IOP foi substituída por um PowerPC 401 'Deckard' e 4 MB de SDRAM (2 MB a mais que antes), mantendo a retrocompatibilidade, porém através de software.
Interfaces disponíveis
Este console manteve as portas frontais anteriores incluídas no PlayStation original, e também apresentou algumas interfaces 'experimentais' que pareciam muito promissoras no início.

Frente do PS2 mostrando portas comuns incluindo controles e Memory Cards, mais os novos USBs e o i.Link .
A adição mais popular: duas portas USB 1.1. Amplamente adotada por acessórios de outras fabricantes, essas portas foram mantidas em todas as revisões futuras do console.
E quanto às 'experimentais'? Para começar, havia inicialmente uma porta i.Link frontal (também conhecida como IEEE 1394, ou 'FireWire' no mundo da Apple). Essa porta foi utilizada para conectar dois PS2s para possibilitar partidas multijogador local, porém foi removida após a terceira revisão (presumivelmente foi trocada pela 'placa de rede Network Adaptor', mais detalhes abaixo).
Na parte de trás do console também havia um slot para placas de PC, e você podia comprar uma 'placa Network Adaptor' da Sony que fornecia duas portas extras. Uma para conectar um cabo Ethernet, e outra para conectar uma 'Unidade de Disco Rígido' (Hard Disk Drive Unit) externa e proprietária, também vendida pela Sony. Ter um disco rígido permitiu que jogos guardassem dados temporários (ou instalá-los permanentemente) para obter tempos de carregamento mais rápidos. No entanto, apenas alguns poucos jogos usaram esse recurso.

Parte traseira do PS2 mostrando o compartimento do disco rígido (tampa removida) .

Network adaptor (adaptador de rede) visto de frente . Este modelo em particular fornece portas modem e Ethernet.

Network adaptor visto de trás , com um disco rígido inserido.

Parte traseira do modelo slim com a porta Ethernet fixa visível.
Em revisões posteriores, a porta PCMCIA foi substituída por um Compartimento de Expansão (Expansion Bay) onde um disco rígido de 3,5 polegadas poderia ser instalado dentro do console. Você precisava comprar antes um Network adaptor que não apenas fornecia as portas de modem e/ou Ethernet (dependendo do modelo), mas também incluía as conexões necessárias para um disco rígido ATA-66. Revisões 'Slim' removeram completamente essa funcionalidade, mas deixaram uma porta Ethernet permanentemente instalada na parte de trás do console. Além disso, a nova revisão adicionou uma nova 'porta' frontal, o sensor infravermelho.
O transceptor Ethernet fornecido suporta taxas de transferência de até 100 Mbps (12,5 MB/s). Porém, a taxa observada é notoriamente menor (diminui para até 2 MB/s em alguns casos). A explicação para isso é relativamente simples: para conseguir uma comunicação de rede utilizável, é necessário implementar todas as camadas do padrão 'Modelo OSI', e o transceptor é apenas uma peça do quebra-cabeça. O resto é geralmente delegado à IOP (logo, feito em software), mas o desempenho limitado da IOP resulta em gargalos.
Acessórios interativos
A nova versão do controle deles, o DualShock 2, é uma versão ligeiramente melhorada do DualShock.

Memory Card oficial (modelo de 8 MB) .
Durante os dias do PlayStation original, múltiplas revisões do controle original foram lançadas com diferentes funcionalidades (o que também trouxe fragmentação ao mercado). Agora, em benefício aos desenvolvedores, havia um único controle que unificava todas as propriedades anteriores.
Comparado com o DualShock, a nova versão possui uma pequena mudança de design, incluía duas alavancas analógicas e dois motores de vibração para uma entrada e feedback com maior riqueza, respectivamente.
Próximo ao slot de controle está o slot de Memory Card que é compatível com os cartões do PS1 e do PS2. Os novos cartões de memória incorporaram circuitos extras para fins de segurança chamados MagicGate, que permite que os jogos bloqueiem transferências de dados entre diferentes Memory Cards.
